Determinação dos rendimentos empresarias e profissionais

Na determinação dos rendimentos empresariais e profissionais dos sujeitos passivos não abrangidos pelo regime simplificado, seguir-se-ão as regras estabelecidas no Código do IRC para determinação do lucro tributável, com as seguintes adaptações:

Encargos não dedutíveis • Remunerações dos titulares de rendimentos desta categoria, assim como ajudas de custo, utilização de viatura própria ao serviço da atividade, subsídios de refeição e outras prestações remuneratórias.
Afetação de imóvel destinado à habitação própria • Os encargos dedutíveis, designadamente amortizações, juros, rendas, energia, água e telefone fixo, não podem ultrapassar 25% do total das respetivas despesas devidamente comprovadas.
Tributação autónoma
  • Despesas não documentadas: 50%;
  • Despesas de representação dedutíveis: 10%;
  • Encargos dedutíveis com viaturas ligeiras de passageiros ou mistas cujo custo de aquisição seja inferior a € 20.000,00, motos e motociclos: 10%. Relativamente a encargos dedutíveis respeitantes a automóveis ligeiros de passageiros ou mistos, cujo custo de aquisição seja igual ou superior a € 20.000,00, aplica-se uma taxa de 20% (exceto as viaturas movidas exclusivamente a energia elétrica, as quais não estão sujeitas a tributação autónoma). No caso de viaturas híbridas plug-in as taxas são de 5% e 10%, respetivamente; e no caso de viaturas a GPL ou GNV as taxas são de 7,5% e 15%, respetivamente;
  • Ajudas de custo dedutíveis: 5%; (1)
  • Ajudas de custo não dedutíveis, suportadas por sujeitos passivos que apresentem prejuízo fiscal no exercício a que as mesmas respeitam: 5%;
  • Pagamentos a não residentes sujeitos a um regime fiscal claramente mais favorável: 35%.(2)

Notas:

  • (1) As ajudas de custo e a compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador quando não exista mapa de controlo das deslocações no primeiro caso e, no segundo, quando não existir a identificação da viatura, do respetivo proprietário e do número de quilómetros percorridos, exceto se houver tributação em sede de IRS na esfera do beneficiário, não são considerados encargos dedutíveis.
  • (2) A tributação autónoma pode ser afastada, caso o sujeito passivo prove que os encargos em questão correspondem a operações efetivamente realizadas e não têm um carácter anormal ou um montante exagerado.